Assalto na 040
Enviado: 29 Jun 2009, 23:25
Saudações Pessoal!
Este é um relato de um colega do Clube XT, assaltado neste fim de semana na 040. Fica o alerta para os que rodam no trecho!
"Roubo na Washington Luis
Voltando para o Rio hoje de FZ6, por volta das 10:40h, no viaduto sobre a 040, fui fechado contra a mureta por dois Vectras, com insufilme total, um a minha frente, outro na traseira, numa manobra muito rápida, obrigando-me a parar. Do primeiro carro saíram usando balaclavas pretas, três homens com roupas camufladas e pretas. Um armado de fuzil, outro com uma automática niquelada com um grande pente. O terceiro estava desarmado. Já podem imaginar a cena: “Desce, não faz nada, põe no descanso, tem segredo? Vamô rápido”.
Fui jogado dentro do banco traseiro aos gritos: tira o capacete porra. Quase me arrancaram a cabeça, pois o meu AGV foi retirado sem abrir o fecho.
Aí começou o terror: “queremos a grana, tira a roupa toda, tira a bota, cadê os cartões, a senha, tira tudo, tira o relógio,qual é banco?” Enquanto entregava os objetos para o assaltante que me estava comigo no banco de trás, vi minha moto passar a toda, voltando também para o Rio.
Eles queriam 5.000,00. Eu disse que conseguiria sacar 1.000,00 por conta. Eu tinha dois cartões e fui conversando com eles que iria sacar o dinheiro, que tudo ia terminar bem.
O meu acompanhante ia com braço esquerdo envolto em meu pescoço, e com a mão direita encostava a sua automática contra meu maxilar. Eles propuseram me devolver a moto na terça-feira, se eu levasse o restante do dinheiro. Eu aceitei.
Pedi calma, fui conversando com eles, que diziam não ter nada contra mim, só queriam o dinheiro e a moto e o clima ficou mais ‘ameno’, enquanto o que dirigia alucinadamente o carro foi desfilando seu currículo: condenado por morte e assalto a 29 anos, matou um PRF no posto da Washington Luis, matou muitos policiais. Mas o negócio dele era só dinheiro, roubo de carros e motos.
Que era viciado em crack, que havia roubado uma “caralhada” de motos na 040. Perguntou-me o que estava fazendo ali sozinho. Se eu não havia ouvido falar da Gangue da Granada. Que todo mundo conhecia. Que não gostava da minha moto. Preferia XT’s e MT-3.
Descemos em direção a Avenida Brasil, entrando em Irajá, depois de furar todos os sinais, com o segundo carro nos acompanhando.
Após uma rápida parada próximo a uma delegacia, o que estava ao volante disse que havia matado um polícia ali perto, e tinha tomado a arma dele, que me mostrou a seguir. Em Irajá paramos na frente de uma agência do BB. Eles me disseram: “ não apronta não, coroa, senão a gente metralha esta agência, a gente se entendeu, faz tudo direito, cumpre o trato”. Saí do carro com os dois cartões na mão.
A frente da agência estava ocupada por um grupo de evangélicos que panfletava. Salve irmão. Pequei um santinho, atravessei pelo meio dos crentes e entrei na agência. Saquei os 2.000,00 e voltei para o carro onde vi os dois, após abrir a porta do carona, com as armas engatilhadas aguardando minha volta.
Fui deixado na Avenida Brasil após combinar com eles que iria ligar para o meu celular que ficou em seu poder, para tratar a devolução da moto na terça-feira. Ficaram também com um cheque de 3.000,00.
Recomendaram-me não dar queixa e fazer o ‘jogo’ até terça-feira.
Nem é preciso dizer que é uma situação dramática um assalto deste tipo.
Fiquei mesmo com medo de verdade foi de acontecer algum incidente com a polícia durante o tempo em que estive no carro. Eu temia um confronto porque o motorista dirigia alucinadamente. Se acontecesse um tiroteio e eu dentro do carro? O motorista estava com muitas granadas.
Após sair do banco, uma cena de terror cinematográfica: eles queriam que eu assinasse um cheque, pois não tinham os cinco mil, mas não havia caneta no carro. Numa rua com casas família, uma garota caminhava com um caderno e uma caneta. O motorista parou o Vectra, desceu o vidro, levantou a balaclava e pediu-lhe a caneta. Percebendo o ‘clima’, aterrorizada, a garota deu-lhe a caneta.
Parece filme policial americano, mas não é.
É o Rio de Janeiro e sua violência endêmica insolucionável.
A velocidade, a precisão e a audácia dos assaltantes, numa movimentada manhã de domingo (vi de relance pessoas, nos carros que passavam, assistindo impotentes as cenas da tomada da moto) numa rodovia muito movimentada impressionam.
Detalhe, à minha frente, durante um bom trecho da estrada, rodava um carro da PRF. Eu vinha a uns 110 e diminui a velocidade assim que me aproximei do viaduto. Foi o momento da abordagem. Com certeza eu estava sendo seguido.
Eu sempre viajo ligado pela Dutra, 040, Rio-Terê, pois sou de Minas, morando no Rio há trinta anos. Sempre de moto e nunca tinha passado por uma situação desta.
Mesmo com toda atenção não foi possível escapar do assalto.
Li um post no Fórum Honda CBR sobre outro assalto na mesma região.
Fiquem alerta e andem em grupo.
Ivanov"
Abração!
Este é um relato de um colega do Clube XT, assaltado neste fim de semana na 040. Fica o alerta para os que rodam no trecho!
"Roubo na Washington Luis
Voltando para o Rio hoje de FZ6, por volta das 10:40h, no viaduto sobre a 040, fui fechado contra a mureta por dois Vectras, com insufilme total, um a minha frente, outro na traseira, numa manobra muito rápida, obrigando-me a parar. Do primeiro carro saíram usando balaclavas pretas, três homens com roupas camufladas e pretas. Um armado de fuzil, outro com uma automática niquelada com um grande pente. O terceiro estava desarmado. Já podem imaginar a cena: “Desce, não faz nada, põe no descanso, tem segredo? Vamô rápido”.
Fui jogado dentro do banco traseiro aos gritos: tira o capacete porra. Quase me arrancaram a cabeça, pois o meu AGV foi retirado sem abrir o fecho.
Aí começou o terror: “queremos a grana, tira a roupa toda, tira a bota, cadê os cartões, a senha, tira tudo, tira o relógio,qual é banco?” Enquanto entregava os objetos para o assaltante que me estava comigo no banco de trás, vi minha moto passar a toda, voltando também para o Rio.
Eles queriam 5.000,00. Eu disse que conseguiria sacar 1.000,00 por conta. Eu tinha dois cartões e fui conversando com eles que iria sacar o dinheiro, que tudo ia terminar bem.
O meu acompanhante ia com braço esquerdo envolto em meu pescoço, e com a mão direita encostava a sua automática contra meu maxilar. Eles propuseram me devolver a moto na terça-feira, se eu levasse o restante do dinheiro. Eu aceitei.
Pedi calma, fui conversando com eles, que diziam não ter nada contra mim, só queriam o dinheiro e a moto e o clima ficou mais ‘ameno’, enquanto o que dirigia alucinadamente o carro foi desfilando seu currículo: condenado por morte e assalto a 29 anos, matou um PRF no posto da Washington Luis, matou muitos policiais. Mas o negócio dele era só dinheiro, roubo de carros e motos.
Que era viciado em crack, que havia roubado uma “caralhada” de motos na 040. Perguntou-me o que estava fazendo ali sozinho. Se eu não havia ouvido falar da Gangue da Granada. Que todo mundo conhecia. Que não gostava da minha moto. Preferia XT’s e MT-3.
Descemos em direção a Avenida Brasil, entrando em Irajá, depois de furar todos os sinais, com o segundo carro nos acompanhando.
Após uma rápida parada próximo a uma delegacia, o que estava ao volante disse que havia matado um polícia ali perto, e tinha tomado a arma dele, que me mostrou a seguir. Em Irajá paramos na frente de uma agência do BB. Eles me disseram: “ não apronta não, coroa, senão a gente metralha esta agência, a gente se entendeu, faz tudo direito, cumpre o trato”. Saí do carro com os dois cartões na mão.
A frente da agência estava ocupada por um grupo de evangélicos que panfletava. Salve irmão. Pequei um santinho, atravessei pelo meio dos crentes e entrei na agência. Saquei os 2.000,00 e voltei para o carro onde vi os dois, após abrir a porta do carona, com as armas engatilhadas aguardando minha volta.
Fui deixado na Avenida Brasil após combinar com eles que iria ligar para o meu celular que ficou em seu poder, para tratar a devolução da moto na terça-feira. Ficaram também com um cheque de 3.000,00.
Recomendaram-me não dar queixa e fazer o ‘jogo’ até terça-feira.
Nem é preciso dizer que é uma situação dramática um assalto deste tipo.
Fiquei mesmo com medo de verdade foi de acontecer algum incidente com a polícia durante o tempo em que estive no carro. Eu temia um confronto porque o motorista dirigia alucinadamente. Se acontecesse um tiroteio e eu dentro do carro? O motorista estava com muitas granadas.
Após sair do banco, uma cena de terror cinematográfica: eles queriam que eu assinasse um cheque, pois não tinham os cinco mil, mas não havia caneta no carro. Numa rua com casas família, uma garota caminhava com um caderno e uma caneta. O motorista parou o Vectra, desceu o vidro, levantou a balaclava e pediu-lhe a caneta. Percebendo o ‘clima’, aterrorizada, a garota deu-lhe a caneta.
Parece filme policial americano, mas não é.
É o Rio de Janeiro e sua violência endêmica insolucionável.
A velocidade, a precisão e a audácia dos assaltantes, numa movimentada manhã de domingo (vi de relance pessoas, nos carros que passavam, assistindo impotentes as cenas da tomada da moto) numa rodovia muito movimentada impressionam.
Detalhe, à minha frente, durante um bom trecho da estrada, rodava um carro da PRF. Eu vinha a uns 110 e diminui a velocidade assim que me aproximei do viaduto. Foi o momento da abordagem. Com certeza eu estava sendo seguido.
Eu sempre viajo ligado pela Dutra, 040, Rio-Terê, pois sou de Minas, morando no Rio há trinta anos. Sempre de moto e nunca tinha passado por uma situação desta.
Mesmo com toda atenção não foi possível escapar do assalto.
Li um post no Fórum Honda CBR sobre outro assalto na mesma região.
Fiquem alerta e andem em grupo.
Ivanov"
Abração!