PCX 150 - impressões
Enviado: 15 Set 2013, 10:31
Então, conforme prometi, segue meu relato sobre o pcx. Para situar quem não acompanhou minha dúvida entre o pcx e lead e B400 no tópico de scooters, vou resumir aqui. Tinha uma Neo (que usava diariamente para ir trabalhar) e uma Cb300 que comprei numa ocasião de negócio e usava aos finais de semana, fazendo pequenos passeios com ela. Resolvi evitar a dupla garfada do dpvat e investir numa única moto, que pudesse me atender no meu deslocamento diário (com as conveniências que o scooter oferece) e que fosse possível ir no fds a alguma cidade próxima em passeio.
Nesse meio tempo havia resolvido comprar uma Burgman 400, ano 2011, vinho, com 3.500km, que estava à venda na minha cidade. Quando a vi, foi imediata paixão por aquele transatlântico, que fez a Neo parecer brinquedo perto dela. Fiquei tentado a aceitar a proposta de entregar as duas motos e uma volta em dinheiro para pagar os 19 mil reais cobrados. Foi então que comecei a pesquisar a fundo sobre o modelo e descobri que a desvalorização era temerosa, a peças mais caras e difíceis de encontrar (o nome colega Robson, dono da Lambrettao, poderia dizer se procede a informação que tive pela internet). Passada a empolgação inicial, comecei a racionalizar a situação, lembrando que (1) era um modelo grande e largo para transitar em uma pista de duas faixas com mais dois carros, que geralmente são pilotados aqui por jogadores de carmageddon, (2) estaciono as motos numa vaga de estacionamento exatamente atrás de um carro, mas não poderia avançar no espaço das vagas contíguas, ou seja, teria de arrumar outra vaga de estacionamento e pagar, já que onde colocava as motos não pago.
Com isso, resolvi suspender, por ora, o plano da B400 e comprar um pcx (que estava para ser lançada) ou lead, já tendo firmado que queria um modelo já com refrigeração líquida e injeção eletrônica, pois já estava cansado de ficar regulando carburador da Neo. Fui à loja ver o lead, achei muito bem aproveitado para a proposta estritamente urbana, com seu grande espaço sob o banco, suporte para baú e assoalho plano, excelente para o transporte das tranqueiras, compras de mercado, etc, além do espaço no escudo frontal, com chave. A notícia de que 88km/h era o limite me desanimou, a princípio, da moto. Cheguei a andar em uma, me agradou, me atenderia bem.
Daí no início de junho me liga o vendedor e diz “pcx chegou”, fui à loja e o vi ainda na ducha, para ir para o salão. No dia seguinte voltei à loja, estavam pcx e lead lado a lado, negociei e saí com o brinquedo novo de lá, o pcx de cor branca, que achei mais bonito do que o vermelho, que também tinha no salão.
Agora que se aproxima dos mil km, seguem as primeiras impressões, com a observação de que as comparações que eu fizer serão em relação à Neo e CB300, por terem sido as mais recentes (desde 2011 e 2012, respectivamente), quando mencionarei com cada modelo que comparo.
No trânsito e onde se vai, só perguntas, até se eram 600cc me perguntaram. Muitos se surpreendem ainda com o sistema idling stop, que desliga o motor quando parado por mais de três segundos, além da partida silenciosa.
Da cor: escolhi a cor branca, achei bonita e, ao lado de uma hornet branca, nota-se que por alguma bruxaria é perolizada, enquanto a Hornet é pintura básica, mas acredito que logo isso mude.
Porte: a princípio parece ser modelo de cilindrada maior, devido ao formato da carenagem. Apesar da Neo já ter um visual mais moderno que o Lead, o Pcx passa a impressão de ser pelo menos duas vezes maior, quando na verdade é praticamente 50% maior em potência, cc e torque. Em relação à Cb300, não há o que comentar, são propostas e modelos diferentes.
Acabamento: A carenagem e os plásticos são bem acabados, agradáveis de se ver, sem rebarbas e parafusos aparentes.
Motor: comparado com a Cb300, não há o que comentar, falta motor. Em relação à Neo, o motor desenvolve bem e rapidamente até 80km/h, daí até a final (115 a 119 km/h reais) ela fica um pouco lenta, mas mantém a velocidade e não sofre tanta instabilidade quanto imaginei fosse ter, é possível trafegar a 100 com segurança, porém, no caso de necessidade de dar um tiro para ultrapassagem, vai chegar no limite dela rapidamente, o que pode ser perigoso, a depender da situação. Em trânsito rodoviário praticamente não se escuta nenhum barulho, a não ser o do vento, sendo quase imperceptível ouvir o motor, instalado junto à roda traseira.
Câmbio: o câmbio CVT trabalha bem, é ideal para o trânsito urbano, principalmente para quem quer conforto e comodidade. O acelerador é bem sensível, além de ser macio igual a manteiga.
Freios: os freios possuem a mesma dimensão dos freios da Neo, atendendo bem ao uso que se propõe. Há o sistema combi-brake, que aciona o freio traseiro e simultaneamente o dianteiro, quando se pressiona o manete de freio traseiro; ao pressionar o manete do freio dianteiro, apenas esse é habilitado. Nos primeiros quilômetros achei que fossem fracos demais, comparados com a Neo, mas fui percebendo depois que poderia ser até o assentamento das pastilhas e ranhuras no disco de freio (está certo, produção?), pois notei que agora está melhor do que os da Neo, com rodagem de 850km.
Ciclística: atende proposta de ciclística semelhante à Neo, talvez um pouco mais melhorada, sendo “bom de curva”; para quem quer brincar nas curvas, consegue alguma diversão. A pequena bolha já instalada garante um certo conforto e para quem quer um parabrisa na frente, já há modelos da givi bem maiores para instalação.
Consumo: Com seu tanque de 5,9L e consumo médio entre 38,5/40 km/L considero autonomia interessante para o meu uso, percorro em média 12km/dia, o que ainda não me faz chamar o frentista pelo nome, com autonomia (margem para baixo, para evitar pane seca) de cerca de 215km com cada tanque.
Conforto: dentro dos limites que oferece, é confortável. Eu, do alto dos meus 165cm fico exatamente com as pernas esticadas (numa típica posição custom) e encostado no apoio lombar; há relatos de membro de pcx clube que retiraram o apoio lombar, para ganhar espaço, o que demanda trocar a forração do banco, pois ele é fixado por parafusos e assim ficariam os buracos no banco.
Suspensão: eis o ponto fraco. Com garupa costuma dar batida seca, com fim de curso, mas até que a dona honda providencie (ou não) a solução, os membros do pcx clube já resolveram o problema, com a instalação de uma bucha de nylon no amortecedor, gerando uma “pré-carga”, o que, para aqueles que já as instalou, resolve definitivamente o problema do scooter. Em relação à Cb300, esculacho da suspensão.
Pneus/rodas: são bons, percebi que esse mimimi de que scooter com rodas pequenas é um pé no saco, não é bem assim; praticamente igual à Neo no rodar, embora seja aro 14 e esta, aro 16.
Comandos: no começo estranhei a inversão da posição dos comandos de seta e buzina, mas parece que já é uma tendência da dona honda, pois a nova cg já vem com esse novo posicionamento. Passado alguns sustos, me adaptei!
Capacidade de carga: maior do que o espaço do Neo, carrega o capacete, além de jaquetas, luvas, além de algumas outras miudezas, além do espaço no escudo frontal, bom para colocar chave, carteira, celular, mas somente enquanto trafega, pois esse não tem fechadura à chave.
Idling stop: fantástico o funcionamento do sistema, desativa o motor e ele fica em stand by, funcionando exatamente no momento em que se acelera, tal como se estivesse ligado. Garante uma economia no consumo.
Seguro: fiz pela Porto Seguro, 700 reais.
Resumo final: boa para uso urbano, com ela ficarei até juntar cascalho para a B400, mas não sei se vou deixar ela ir embora da garagem.
Nesse meio tempo havia resolvido comprar uma Burgman 400, ano 2011, vinho, com 3.500km, que estava à venda na minha cidade. Quando a vi, foi imediata paixão por aquele transatlântico, que fez a Neo parecer brinquedo perto dela. Fiquei tentado a aceitar a proposta de entregar as duas motos e uma volta em dinheiro para pagar os 19 mil reais cobrados. Foi então que comecei a pesquisar a fundo sobre o modelo e descobri que a desvalorização era temerosa, a peças mais caras e difíceis de encontrar (o nome colega Robson, dono da Lambrettao, poderia dizer se procede a informação que tive pela internet). Passada a empolgação inicial, comecei a racionalizar a situação, lembrando que (1) era um modelo grande e largo para transitar em uma pista de duas faixas com mais dois carros, que geralmente são pilotados aqui por jogadores de carmageddon, (2) estaciono as motos numa vaga de estacionamento exatamente atrás de um carro, mas não poderia avançar no espaço das vagas contíguas, ou seja, teria de arrumar outra vaga de estacionamento e pagar, já que onde colocava as motos não pago.
Com isso, resolvi suspender, por ora, o plano da B400 e comprar um pcx (que estava para ser lançada) ou lead, já tendo firmado que queria um modelo já com refrigeração líquida e injeção eletrônica, pois já estava cansado de ficar regulando carburador da Neo. Fui à loja ver o lead, achei muito bem aproveitado para a proposta estritamente urbana, com seu grande espaço sob o banco, suporte para baú e assoalho plano, excelente para o transporte das tranqueiras, compras de mercado, etc, além do espaço no escudo frontal, com chave. A notícia de que 88km/h era o limite me desanimou, a princípio, da moto. Cheguei a andar em uma, me agradou, me atenderia bem.
Daí no início de junho me liga o vendedor e diz “pcx chegou”, fui à loja e o vi ainda na ducha, para ir para o salão. No dia seguinte voltei à loja, estavam pcx e lead lado a lado, negociei e saí com o brinquedo novo de lá, o pcx de cor branca, que achei mais bonito do que o vermelho, que também tinha no salão.
Agora que se aproxima dos mil km, seguem as primeiras impressões, com a observação de que as comparações que eu fizer serão em relação à Neo e CB300, por terem sido as mais recentes (desde 2011 e 2012, respectivamente), quando mencionarei com cada modelo que comparo.
No trânsito e onde se vai, só perguntas, até se eram 600cc me perguntaram. Muitos se surpreendem ainda com o sistema idling stop, que desliga o motor quando parado por mais de três segundos, além da partida silenciosa.
Da cor: escolhi a cor branca, achei bonita e, ao lado de uma hornet branca, nota-se que por alguma bruxaria é perolizada, enquanto a Hornet é pintura básica, mas acredito que logo isso mude.
Porte: a princípio parece ser modelo de cilindrada maior, devido ao formato da carenagem. Apesar da Neo já ter um visual mais moderno que o Lead, o Pcx passa a impressão de ser pelo menos duas vezes maior, quando na verdade é praticamente 50% maior em potência, cc e torque. Em relação à Cb300, não há o que comentar, são propostas e modelos diferentes.
Acabamento: A carenagem e os plásticos são bem acabados, agradáveis de se ver, sem rebarbas e parafusos aparentes.
Motor: comparado com a Cb300, não há o que comentar, falta motor. Em relação à Neo, o motor desenvolve bem e rapidamente até 80km/h, daí até a final (115 a 119 km/h reais) ela fica um pouco lenta, mas mantém a velocidade e não sofre tanta instabilidade quanto imaginei fosse ter, é possível trafegar a 100 com segurança, porém, no caso de necessidade de dar um tiro para ultrapassagem, vai chegar no limite dela rapidamente, o que pode ser perigoso, a depender da situação. Em trânsito rodoviário praticamente não se escuta nenhum barulho, a não ser o do vento, sendo quase imperceptível ouvir o motor, instalado junto à roda traseira.
Câmbio: o câmbio CVT trabalha bem, é ideal para o trânsito urbano, principalmente para quem quer conforto e comodidade. O acelerador é bem sensível, além de ser macio igual a manteiga.
Freios: os freios possuem a mesma dimensão dos freios da Neo, atendendo bem ao uso que se propõe. Há o sistema combi-brake, que aciona o freio traseiro e simultaneamente o dianteiro, quando se pressiona o manete de freio traseiro; ao pressionar o manete do freio dianteiro, apenas esse é habilitado. Nos primeiros quilômetros achei que fossem fracos demais, comparados com a Neo, mas fui percebendo depois que poderia ser até o assentamento das pastilhas e ranhuras no disco de freio (está certo, produção?), pois notei que agora está melhor do que os da Neo, com rodagem de 850km.
Ciclística: atende proposta de ciclística semelhante à Neo, talvez um pouco mais melhorada, sendo “bom de curva”; para quem quer brincar nas curvas, consegue alguma diversão. A pequena bolha já instalada garante um certo conforto e para quem quer um parabrisa na frente, já há modelos da givi bem maiores para instalação.
Consumo: Com seu tanque de 5,9L e consumo médio entre 38,5/40 km/L considero autonomia interessante para o meu uso, percorro em média 12km/dia, o que ainda não me faz chamar o frentista pelo nome, com autonomia (margem para baixo, para evitar pane seca) de cerca de 215km com cada tanque.
Conforto: dentro dos limites que oferece, é confortável. Eu, do alto dos meus 165cm fico exatamente com as pernas esticadas (numa típica posição custom) e encostado no apoio lombar; há relatos de membro de pcx clube que retiraram o apoio lombar, para ganhar espaço, o que demanda trocar a forração do banco, pois ele é fixado por parafusos e assim ficariam os buracos no banco.
Suspensão: eis o ponto fraco. Com garupa costuma dar batida seca, com fim de curso, mas até que a dona honda providencie (ou não) a solução, os membros do pcx clube já resolveram o problema, com a instalação de uma bucha de nylon no amortecedor, gerando uma “pré-carga”, o que, para aqueles que já as instalou, resolve definitivamente o problema do scooter. Em relação à Cb300, esculacho da suspensão.
Pneus/rodas: são bons, percebi que esse mimimi de que scooter com rodas pequenas é um pé no saco, não é bem assim; praticamente igual à Neo no rodar, embora seja aro 14 e esta, aro 16.
Comandos: no começo estranhei a inversão da posição dos comandos de seta e buzina, mas parece que já é uma tendência da dona honda, pois a nova cg já vem com esse novo posicionamento. Passado alguns sustos, me adaptei!
Capacidade de carga: maior do que o espaço do Neo, carrega o capacete, além de jaquetas, luvas, além de algumas outras miudezas, além do espaço no escudo frontal, bom para colocar chave, carteira, celular, mas somente enquanto trafega, pois esse não tem fechadura à chave.
Idling stop: fantástico o funcionamento do sistema, desativa o motor e ele fica em stand by, funcionando exatamente no momento em que se acelera, tal como se estivesse ligado. Garante uma economia no consumo.
Seguro: fiz pela Porto Seguro, 700 reais.
Resumo final: boa para uso urbano, com ela ficarei até juntar cascalho para a B400, mas não sei se vou deixar ela ir embora da garagem.













